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Coluna Vamos falar sobre… Burnout por Karina Uchôa

Desejo a todos um ano de muita luz. O tema que escolhi para reabrir os trabalhos depois de uma pequena, mas necessária pausa é algo que acomete grande parte da população o burnout.

O estado de exaustão vital ou burnout, tem relação com o modo de vida dos indivíduos. Herbert Freudenberger, psicólogo alemão, após passar pela experiência de trabalhar em um ambiente inadequado e com um público extremamente carente de opções desenvolve uma gripe persistente e dores no corpo que desencadeiam o que ele denominou Síndrome de Burnout.  Em 1980 Freudenberger publica a obra Burn Out: The High Cost of High Achievement. What it is and how to survive it, onde relata como o próprio título indica o alto custo da alta conquista e como sobreviveu a todos os efeitos da síndrome.

Observamos que atualmente no mundo competitivo em que vivemos, é mais comum do que imaginamos as pessoas deixarem em segundo plano seus desejos e suas conquistas pessoais em prol de melhor desempenho profissional para serem mais bem aceitas em sociedade. Ocorre que o preço pago por isso é extremamente caro, acarretando na maioria das vezes doenças, inclusive levando em casos extremos a morte.

A falta de equilíbrio entre vida pessoal e profissional tem levado milhões de profissionais ao redor do mundo a afastamentos cada vez mais frequentes e prejuízos milionários as corporações. Ações preventivas muitas vezes são vistas pelas empresas como desnecessárias e onerosas.

Entretanto o que seria mais caro: investir em um funcionário que passa por uma situação de instabilidade com relação a sua saúde ou a possibilidade desse mesmo colaborador ter um surto em sua atividade laboral, ocasionando riscos para todos que dependem de seu trabalho?

Obviamente que o valor humano é muito maior que o lucro corporativo. E sem pessoas as empresas não são completas. Por isso é fundamental investir em ações que possibilitem oferecer mais qualidade de vida no trabalho já que a maior parte do dia dedicamos horas as atividades profissionais.

A síndrome de Burnout já é reconhecida como uma doença ocupacional ou por problemas relacionados com a organização de seu modo de vida (CID 10 Z73), como esgotamento, acentuação de traços de personalidade, falta de repouso e lazer, stress não classificado em outra parte, habilidades sociais inadequadas não classificadas em outra parte, conflito sobre o papel social não classificado em outra parte, entre outros (fonte: OMS).

A importância do reconhecimento pela Organização Mundial de Saúde do burnout é o fato do indivíduo que se enquadra nesse perfil, estar protegido legalmente com relação aos seus direitos no ambiente em que trabalha.

Os sintomas do Burnout são, de acordo com o médico Dráuzio Varella em seu site  www.drauziovarella.uol.com.br : ausências no trabalho, agressividade, isolamento, mudanças bruscas de humor, irritabilidade, dificuldade de concentração, lapsos de memória, ansiedade, depressão, pessimismo, baixa autoestima e ainda podem estar associados a dores de cabeça, enxaqueca, cansaço, sudorese, palpitação, pressão alta, dores musculares, insônia, crises de asma, distúrbios gastrointestinais entre outros sintomas.

Por isso, se você está sentindo-se assim ou conhece alguém que está passando por isso, converse com o responsável pela gestão de pessoas de sua empresa, ou se você é empresário e identificou alguém assim em sua equipe não perca tempo: providencie ajuda para essa pessoa.

A atitude mais apropriada é investir em eventos que possam transformar a vida no trabalho em algo sempre prazeroso. O tempo é única coisa em nossas vidas que não conseguimos repor. A famosa máxima “tempo é dinheiro”, em casos de burnout pode ser traduzida como tempo é vida. Quanto mais tempo gastarmos no que não nos dá prazer, mais próximos estaremos do esgotamento de forma precipitada.

Invista no que te dá prazer! Dê valor a todos os momentos! Identifique os sinais!

 

Karina Uchôa, palestrante especialista em comunicação não violenta, gestão de conflitos, assédio moral e sexual e liderança.  Contato: kari.uchoa@gmail.com

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