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VÍDEO E TEXTO: Luciano Hang vai a CPI sem habeas corpus e fala com tranquilidade, veja a biografia e a entrevista coletiva

Biografia de   Luciano Hang

 

Juventude

Filho de operários da indústria têxtil, Luciano Hang nasceu em BrusqueSanta Catarina, com ascendência alemã e italiana.

Estudou na Escola Básica João XXIII, no Colégio Cônsul Carlos Renaux e na Universidade Regional de Blumenau, onde formou-se tecnólogo em processamento de dados.

Durante o ensino superior, foi presidente do Clube dos Estudantes Universitários de Brusque (CEUB) por três anos.

Carreira empresarial

Ver artigo principal: Havan

Aos 17 anos foi admitido na Fábrica de Tecidos Carlos Renaux, onde seus pais trabalhavam.

No início dos anos 1980, aos 21 anos, comprou uma empresa, a Tecelagem Santa Cruz, à qual passou a se dedicar e expandir, paralelamente à carreira na fábrica de tecidos.

Em 1986, percebendo que Brusque ganhava um novo impulso econômico baseado no turismo de compras, devido à indústria têxtil na região, junto ao sócio Vanderlei de Limas, abriu uma pequena loja de tecidos.

Da junção dos nomes Hang e Vanderlei, surgiria a marca Havan.[7]

Em meados de 2016, surgiram na internet e nas cidades em que a empresa prosperou, boatos sobre quem seria o dono da Havan: a filha da ex-presidente Dilma Rousseff, o ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva, o bispo Edir Macedo e até o apresentador Silvio Santos. Vendo um risco de ter sua marca equivocadamente associada a políticos, Hang então decidiu atuar nos comerciais da marca e participar de programas de entrevistas.[8][9][10][11]

Em 2018, após 33 anos, Luciano desfiliou-se do Movimento Democrático Brasileiro (MDB).[12]

Controvérsias

“Está aqui o processo, nada consta, fomos inocentados. Temos muitos processos, sim, e vamos continuar sendo processados. O que importa é não ser condenado.”

Luciano Hang, em janeiro de 2018[11]

As polêmicas envolvendo a empresa Havan se iniciaram em 1999, quando houve uma operação de busca e apreensão determinada pela Procuradoria da República de Blumenau, resultando na autuação da empresa em 117 milhões de reais pela Receita Federal e 10 milhões pelo Instituto Nacional do Seguro Social – INSS.

Foi a maior autuação da Receita Federal até a época.

Neste episódio a empresa recorreu a um parcelamento da divida por meio do REFIS e levará cerca de 115 anos para que o débito seja quitado. Em 2004, o Ministério Público Federal propôs ação penal contra 14 pessoas, dentre os quais Luciano Hang, sob acusação de facilitação de descaminho, falsificação, crime contra o sistema financeiro e ordem tributária, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.[9]

Em julho de 2013, a ÉPOCA Negócios publicou um artigo dizendo que Luciano havia sido “condenado pela Justiça Federal a 13 anos, nove meses e 12 dias de reclusão e ao pagamento de uma multa de 1,2 milhão de reais”.[10] Em dezembro de 2013, no entanto, o MPF atualiza a sua publicação de 2004 com a seguinte nota de rodapé: “Em 2008, a 1ª Vara da Justiça Federal em Itajaí julgou a denúncia inepta e considerou a ação penal nula.”[9]

Ataques a Universidade Federal de Santa Maria

Em uma inauguração de uma de suas lojas em Santa Maria, Luciano Hang disse que as universidades federais “formam zumbis e comunistas”.[13][14] O reitor Paulo Burmann, da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) divulgou uma nota rebatendo Luciano Hang.[15] Esta foi a segunda vez que Luciano Hang acusou a universidade de ter algum ensino ideológico.[16]

Injúria à Marcelo Knobel

Em maio de 2020, Hang foi condenado a indenizar o físico Marcelo Knobel, então reitor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), por ter criado e propagado em sua conta no Twitter em julho de 2019 notícia falsa afirmando que Knobel haveria gritado “Viva la revolución” em uma cerimônia de colação de grau.[17][18][19]

Acusação de coação de funcionários

 

Luciano Hang e Jair Bolsonaro durante uma transmissão ao vivo em redes sociais.

Em 2018, durante eleição presidencial no Brasil, Luciano divulgou vídeo no qual coage seus funcionários a revelar em quem votariam nas eleições para presidente, ameaçando aqueles que não votassem em Jair Bolsonaro, do Partido Social Liberal.[20][21][22] “Talvez, a Havan não vai abrir mais lojas.

E aí se eu não abrir mais lojas ou se nós voltarmos para trás.

Você está preparado para sair da Havan? Você está preparado para ganhar a conta da Havan? Você que sonha em ser líder, gerente e crescer com a Havan, você já imaginou que tudo isso pode acabar no dia 7 de outubro?”, questionou Hang.

No vídeo, ele também diz que se um partido de esquerda ganhar e o Brasil “virar uma Venezuela“, ele “jogaria a toalha”.[20][21][22] Posteriormente, Hang negou que as declarações tivessem sido feitas para coagir seu funcionários, mas sim como parte de uma política de transparência da empresa.

[22] No dia 2 de outubro 2018, o Ministério Público do Trabalho de Santa Catarina moveu ação judicial contra a empresa por coagir funcionários politicamente.[21]

Conflitos com jornalistas

Em 19 de outubro de 2018, Luciano Hang publicou no Twitter o número de celular do repórter Ricardo Galhardo, do jornal O Estado de S. Paulo. O contato do repórter divulgado por Hang está com a seguinte mensagem: “querer vincular o envio de mensagens de texto da Havan a clientes com política: olha o nível da baixaria!!” Ricardo Galhardo tinha ligado para Hang para investigar o suposto vínculo dele com o envio de mensagens em massa a favor de Jair Bolsonaro, o então candidato a presidente.

“Quando perguntei sobre o assunto, ele me xingou, disse que iria ‘me f***er’ e que iria colocar meu telefone nas redes sociais”, disse Galhardo.[23] A moderação do Twitter foi acionada e Hang teve a mensagem apagada por ser considerada “abusiva”.

Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) divulgou uma nota em que “repudia a exposição indevida do telefone do repórter Ricardo Galhardo pelo empresário Luciano Hang”. A Abraji também afirmou que “ações como esta comprometem a liberdade necessária aos jornalistas para fazer perguntas — especialmente as incômodas” e que “sem essa liberdade, a democracia definha.”[23]

Em junho de 2019, Luciano Hang sugeriu que Silvio Santos deveria demitir a jornalista Rachel Sheherazade do SBT, ao acusar falsamente que ela teria “ideologia comunista“.[24] Sheherazade reagiu, ao dizer que iria processar judicialmente o empresário.

O fato teve repercussão na imprensa.[25][26][27] Escrevendo à Folha de S.Paulo, Tony Goes desmentiu Luciano Hang, dizendo que Rachel Sheherazade segue ideologias da direita política e o empresário viu nas demissões promovidas pelo SBT uma espécie de “caça às bruxas“, como a jornalista não concorda em tudo que é feito no atual governo.

Fonte: pesquisa Wikipédia, a enciclopédia livre

 

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